
agosto 18, 2009
maio 29, 2009
Viva.. simplesmente viva!
Daqui a alguns anos você estará mais arrependido pelas coisas que não fez do que pelas que fez. Então solte suas amarras. Afaste-se do porto seguro. Agarre o vento em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra.
Mark Twain
abril 05, 2009
um dia cheguei a uma casa bonita..
mas um dia voltei aquela casa bonita e tudo estava diferente.. o portão sempre aberto estava agora fechado.. as janelas abertas de par em par estavam agora trancadas.. porquê?.. ninguém contou.. de dentro daquela casa, apenas se vislumbrava uma luz através de uma janela semi-serrada, mas demasiado alta.. saltei e saltei.. não repararam.. saltei e saltei de novo.. acenei..
fevereiro 14, 2009
1875, Camacha..
Á alguns anos atrás, na companhia de amigos, fui surpreendida por um monumento que existia no centro da freguesia da Camacha, em plena Ilha da Madeira e onde se podia ler a inscrição.. Aqui se jogou futebol pela primeira vez em Portugal, 1875, Camacha.. Na altura, a curiosidade levou-me a querer tirar uma fotografia que guardo com muito carinho nas minhas recordações..
Mas, recentemente, tive mais uma vez o prazer de viajar até á bela Ilha da Madeira e quis o destino que voltasse a passar pela Camacha.. Lá fui eu procurar o monumento que tão bem recordava.. e lá estava ele.. tal qual eu o vira na altura e claro, tirei uma fotografia.. mas desta vez usei uma máquina digital e como tal posso aqui partilhar..
Sobre a história que deu origem a tal homenagem pela freguesia da Camacha.. diz-se que em 1875, um jovem residente britânico na Ilha da Madeira, Harry Hinton, trouxe uma bola de Londres onde estudava na altura e na quinta de seu pai, no lugar de Achada da Camacha, reuniu alguns amigos a quem explicou as regras do então famoso jogo em Inglaterra.. o foot ball.. a partir de então a novidade espalhou-se com entusiamo por toda a ilha.. e hoje.. esta bela ilha é terra natal do melhor jogador de futebol do mundo da actualidade.. Cristiano Ronaldo..
fevereiro 03, 2009
um momento.. um sabor..
passou muito tempo desde a última vez que os meus calcantes se passearam por esta zona da blogosfera.. não voltaram para rever.. nem voltaram para deixar uma nova semente neste canteiro.. simplesmente não sentiram a vontade de vir e também não fizeram um esforço.. esconderam-se atrás da velha desculpa.. "não tenho tempo".. e nisso foram cobardes..passou muito tempo.. passaram as festividades do natal e do ano novo e nem uma fotografia da árvore de natal, ou do fogo de artificio da passagem de ano em algum local deste belo planeta, como por exemplo a bela baía do funchal.. nada.. simplesmente nada..
passou muito tempo até que à uns dias voltei a passear os meus calcantes pela baixa da cidade de lisboa.. passeie de modo descontraído, sentindo-me turista na cidade em vivo à mais de uma década.. aliás, o local deste país que é portugal, onde vivi mais tempo seguido.. dá que pensar.. mas como dizia, passeie como turista, num passo descontraído e um olhar fascinado pelos edifícios e pelo ambiente da baixa de lisboa, visto aos olhos de uma tarde fria de inverno, corria o mês de janeiro do ano 2009..
a certa altura dou por mim a olhar uma vidraça.. parecia olhar por uma porta do tempo e regressar aos anos de 1930.. estava defronte da conserveira de lisboa uma loja antiga na cidade e que ainda labora como nos tempos de antigamente.. lá dentro as latas de conservas acomodam-se nas prateleiras de madeira, envoltas numa cartolina com motivos antigos, dobrada pelas mãos delicadas de uma senhora de avançada idade mas de movimentos ligeiros e bem conhecidos... petinga em molho picante diz uma etiqueta, petinga em molho tomate diz outra etiqueta logo ao lado, cavala fumada em azeite pode ler-se mais adiante, atum em molho de tomate.. e não sei quantos mais tipos de conservas..
dava vontade de trazer uma de cada para experimentar.. escolhi apenas algumas e pedi para fazer dois embrulhos.. o meu espanto foi ainda maior.. os embrulhos foram feitos em papel pardo e seguros com um fio de algodão.. como antigamente se fazia nas lojas e como eu tinha ainda visto na loja da aldeia da minha avó.. cercosa..
foi um momento delicioso e encantador aquele que vivi naquela loja.. acabara de a descobrir, mas pude reparar que a loja é sobejamente conhecida dos roteiros turísticos, pois foram alguns os turistas que entraram para levar como recordação umas conservas daquela loja tão antiga da cidade de lisboa.. foi um sabor para a alma aqueles minutos que ali estive.. e será também um sabor para o estômago os momentos em que saborear as conservas que dali trouxe, embrulhadas no papel pardo e seguras pelo fio de algodão.. como antigamente.. mas nos tempos de agora..
novembro 26, 2008
há certas horas..
andava eu pelo cyberespaço.. saltando de página em página.. viajando de link em link.. e encontrei este poema de william shakespear.. estas frases encantadas apenas traduzem por palavras o que todos os calcantes já sentiram um dia.. aqui o partilho ao cuidado da reflexão de todos...
Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...
Há certas horas, que só queremos a mão no ombro,
o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...
Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar,
que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente,
a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...
Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável...
Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:
Acho que você está errado, mas estou do seu lado...
Ou alguém que apenas diga:
Sou seu amor! E estou Aqui!
novembro 10, 2008
carinhoso..
sobre o amor escreveu-se um dia.. O amor perpetua-se. Mesmo que, fisicamente, ou racionalmente, as pessoas que amamos já não estejam por perto. O amor tem esse dom, mesmo quando mergulhamos na mais profunda tristeza de sentirmos a falta de alguém [Ficcino].. eu diria que, embora as pessoas que amamos possam partir, na realidade elas ficam sempre por perto.. são as nossas doces recordações..
estas palavras foram escritas num outro contexto e o autor sabe disse.. mas o que é o amor, senão um sentimento multifacetado e que floresce em vários contextos.. porém, será sempre amor se o coração nos disser que amamos.. por isso, também estas palavras se adaptam ao contexto do amor que acontece no tempo presente.. um contexto do amor partilhado e unido na distância que o separa..
aos olhos do meu contexto, o amor do futuro ou o futuro do amor não será fácil.. os anos deixam-nos acomodados e o amor desassossega esse acomodar.. será precisa aquela coragem de querer começar de novo.. aquela vontade de querer correr novamente no parque.. aquela loucura do deitar-se tarde quando se tem uma reunião com o chefe logo pela manhã.. não será fácil.. mas poderá ser feliz..
estas palavras são apenas um mote para que outros calcantes reflictam nas belas palavras do seu autor.. mas olhadas sob o prisma da vida de cada par de calcantes.. e para acompanhar esse exercício, nada melhor doque uma musica.. aqui deixo esta sugestão.. uma música interpretada pela Marisa Monte, acompanhada á viola pelo Paulinho da Viola e de autoria do Pixinguinha e Braguinha.. carinhoso
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