dezembro 31, 2007

quero um arco-iris todos os dias..

a beleza de um arco-iris é muito mais do que um belo quadro colorido, quando se forma sobre um vale ou uma montanha.. é preciso olhá-lo e entendê-lo, não só com os olhos, mas também com a alma e com o coração..

se por um lado, as gotas de água da chuva ou de uma neblina, nos induzem muitas vezes uma certa tristeza e melancolia, por outro a luz do sol é força, é alegria, é vontade.. mas quando estas duas grandes forças se juntam e entrelaçam numa dança do amor, a luz é refractada pelas gotas de água.. e como que, num êxtase final, fazem explodir todas as suas energias pintalgando os céus com as magnificas cores do arco-iris, do vermelho ao violeta.. gerando beleza, fazendo-nos sorrir e induzindo sonhos, desejos e vontades de que aqueles momentos se perpectuem no firmamento..

assim pode e deve ser também a vida de cada um de nós.. um lindo e eterno arco-iris.. nos momentos bons e felizes das nossas vidas, o sol é mais visível e sobressaem as cores mais quentes.. mas, nos momentos mais tristes, aqueles que nos fazem sangrar o coração e doer a vida.. devemos ter a coragem de não deixar que as trevas tomem conta de nós.. devemos procurar a luz escondida e que se pode observar nesses momentos, quando procuramos sentir o lado positivo que eles encerram.. e, como que num passo de mágica, fazê-la refractar nas nossas lágrimas e gerar um arco-iris.. um daqueles belíssimos arco-iris em que as cores mais frias fazem sobressair toda a sua rara e efémera beleza..

é assim que quero ver a vida em todos os dias do resto da minha vida.. é esta energia positiva.. a energia de um arco-iris.. que gostaria, que fosse sentida pelo visitante que por aqui passeie os seus calcantes, propositadamente ou inadvertidamente.. num ambiente em que se escute como música de fundo uma qualquer versão de somewere over the rainbow.. embora sugira a versão de israel kamakawiwo'ole..

dezembro 29, 2007

o sonho..

gosto de ouvir musica e hoje não foi excepção.. entre os vários títulos que ouvi, há um que destaco e que quero partilhar.. o sonho, uma musica dos madredeus do seu álbum antologia..
vou aqui deixar ao cuidado da mente de quem queira ler, a letra do belíssimo poema que dá corpo a essa musica..

quem contar
um sonho que sonhou
não conta tudo o que encontrou.
contar um sonho é proíbido.

eu sonhei
um sonho com amor
e uma janela e uma flor
uma fonte de água e o meu amigo.

e não havia mais nada..
só nós, a luz, e mais nada..
ali morou o amor

amor,
amor que trago em segredo
num sonho que não vou contar
e cada dia é mais sentido.
amor,
eu tenho amor bem escondido
num sonho que não sei contar
e aguardarei sempre comigo.

dezembro 28, 2007

ilhas, algumas pequenas em dimensão e todas gigantes em tudo o mais..


tendo eu nascido num grande continente, tenho uma tendência natural para gostar de visitar ilhas.. já tive o privilégio de visitar a madeira e porto santo, a islândia e gremsey.. visitei também algumas ilhas dos açores, em particular s.miguel, pico, terceira, s.jorge e faial.. em francês cheguei á ilha da córsega e não menos importante, mas já em português, visitei as berlengas ao largo de peniche.. um pouco mais longe, e em espanhol, as ilhas urus e taquille no lago titicaca, peru..

a expectativa de uma viagem a um qualquer lugar deste belo planeta que eu amo de paixão é recebida por mim e pelos meus calcantes encarnados, sempre com muito entusiasmo.. mas esta minha predisposição para visitar ilhas é já uma realidade.. e, cedo começou, quando aos 3 anos de idade atraquei pela primeira vez no porto do funchal, na ilha da madeira, no decorrer de uma viagem de navio que partira de lisboa com destino a luanda, em angola..

talvez seja a imensidão do mar que circunda aqueles pedaços de terra de dimensão variada e que nos faz sonhar sentados, numa qualquer falésia ou baía, a observar um por do sol.. talvez as belezas naturais e únicas de cada um daqueles recantos.. talvez os costumes e as tradições que concentram em si a sempre riquissima cultura local.. talvez as suas gentes e sabores das suas comidas e bebidas, ou os cheiros das suas plantas.. decerto é tudo isto e mais um pequeno grande punhado de tantas outras coisas, diferentes e únicas aos olhos de cada visitante per si..

talvez seja a condicionante das suas pequenas dimensões, na maior parte das ilhas, que traduza a ideia de "visita completa num curto espaço de tempo".. mas tal é a mais errada das conclusões.. cada nova visita a uma ilha outrora visitada permite levar na bagagem mais uma uma belíssima memória e uma nova vontade de regressar muito em breve.. ou até procurar um porto seguro em alguma delas..

dezembro 27, 2007

os meus sapatos encarnados..

o final de um ano e o início de um blog.. parece um contracenso.. um fim e um começo ainda que dispares entre si no que diz respeito ao tema..
os meus sapatos encarnados são o mote.. companheiros de tantas viagens, de alegrias e tristezas.. estão já gastos e velhinhos, mas com eles partilho histórias por mim vividas, desejadas ou simplesmente sonhadas.. com eles partilho reflexões e pensamentos, nem sempre por mim delineados mas, que em algum instante se tornam sinónimos do sentir e expressar do meu ser..
não guardo a partilha somente para os meus calcantes vermelhos.. partilho os meus escritos com outros calcantes que, de alguma forma se cruzaram com os meus nos trilhos da vida ou que, por se terem perdido nos longos caminhos da net e da leitura de blogs, daqui se tenham acercado.. talvez encontrem algo por aqui que os faça sorrir.. se assim for ficarei FELIZ, simplemente por existirem os meus sapatos encarnados..