julho 16, 2008

um refúgio.. uma pérola do atlântico..


finalmente tinha chegado o dia em que deveria entrar num avião e rumar 1000 km a sudoeste.. parti e aterrei na belíssima ilha da madeira.. um refúgio.. um aconchego do coração e da alma.. lá estava eu, mais uma vez, nesta pérola do atlântico e mais uma vez visitei locais, provei sabores, senti os cheiros, observei vivências e imaginei-me também ilhéu..

revisitei locais do coração.. recordações antigas misturam-se com vivências de agora, interligaram-se e criaram um espaço forrado com quadros de momentos felizes pendurados em paredes invisíveis.. foi assim que me vi naquela ilha.. segura e feliz.. sentido o sol que ilumina a vida.. indo a banhos nas águas do mar onde os
sonhos balouçam ao ritmo da ondulação.. fazendo passar os meus calcantes pelas veredas delineadas pelas levadas e calcorreadas na companhia de quem conhece e partilha o trilho rumo ao tempo seguinte..

veredas em que, aqui e acolá se entreabrem portas do imaginário para mundos de duendes e fadas, príncipes e princesas, mundos distantes ou de outra dimensão.. veredas em que, aqui e acolá se entreabrem portas para os sonhos, onde nos é permitido assumir o personagem de uma história sonhada e que se quer feliz.. é impossível não sentir e respirar a ilha desta forma..








muitos outros cantos e recantos de encantar existem naquela ilha onde sonhar é possível.. são as falésias que descem até ao mar.. são as montanhas envoltas em pequenas nuvens que lhe confere um ambiente místico e de onde irradia energia positiva.. são as vilas, aldeias e cidades resplandecentes de vida.. são locais aprazíveis e apelativos ao descanso, à conversa, à leitura de um bom livro.. é a afabilidade das suas gentes, os sabores das suas comidas, os cheiros das suas plantas.. enfim.. tudo.. é um sentir e absorver de toda a ilha com intensidade e força dos nossos sentidos..







porém alguns locais são especiais.. uma casinha perto de uma vereda numa vila sossegada sobranceira ao mar.. uma vila de pescadores, onde a partir de uma rampa se pode entrar no mar.. uma cidade onde o acaso fez a vida acontecer.. cenários de histórias de outros tempos são também cenários de histórias de agora, onde personagens criam e recriam momentos guardados como doces memórias.. e que são também de saudade e felicidade.. "não vou negar", como diz a canção de maria bethania.. ouvida vezes sem conta..

[ FOTOS: Ilha de Madeira.. ]

1 comentário:

Anónimo disse...

A Madeira, a exemplo, talvez, do que ocorre noutras ilhas, tem essa amplitude de coisas, gentes, aromas, lugares e músicas. São como poemas declamados ao vento, com as palavras a esvoaçarem em todas as direcções. Por isso, assim como as músicas que nos embalam na letra e no tempo, o silêncio é também importante, para que possamos ouvir aquilo que o universo tem para nos dizer, das mais diversas formas. No canto de uma gaivota, ou no simples som do arrastar do calhau pelas ondas do mar... e, por fim, deixar-se adormecer cheio de felicidade. Com um sorriso, com um beijo, ou apenas com um sonho.

Ficcino